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RICARDO CHAPOLA é jornalista do Estadão e escreve crônicas desde 2008. Gosta de se apresentar como jornalista e cronista, não necessariamente nessa ordem. Contato: ricardo.chapola@estadao.com
quinta-feira 02/07/15 15:24

Xixi fora

mira (1)

mira (1)

Ilustração: Felipe Blanco

Todo dia, ao fazer xixi, pelo menos uma gota serelepe ricocheteia a louça e vai parar nas bordas limpas da privada. Acontece quase sempre, geralmente quanto maior forem nossos caprichos. Não é má-fé, embora pareça pelo número de vezes em que isso se repete. Costuma ser barbeiragem, ou mesmo um problema de ângulo. ______________________________________________ Acompanhe Crônicas de Ricardo Chapola pelo Facebook (Clique em “obter notificações” ...

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quinta-feira 25/06/15 10:09

Quadrilha

junina

juninaIlustração: Felipe Blanco

Políticos amavam a Petrobrás que curtia um empresário que contratava um doleiro que escolhia um partido que não representava ninguém. Os políticos estão com a vida feita, a Petrobrás, no bico do corvo, O empresário foi em cana, o doleiro ganhou companhia, E o partido finge trabalhar pelo bem de alguém. “Balancê!” ______________________________________________ Acompanhe Crônicas de Ricardo Chapola pelo Facebook (Clique em “obter notificações” na página) Novas crônicas todas as quintas-feiras. Ler post
quinta-feira 18/06/15 09:00

Fui no Sujinho e paguei no cartão

cartao

cartaoIlustração: Felipe Blanco

Nada contra o apego a tradições, desde que elas tenham ao menos alguma simbologia. A maioria delas não têm. Meu pai, por exemplo, faz compras e paga tudo no talão de cheques. Isso representa só duas coisas: 1) que ele é um tiozão da resistência à onda moderninha; 2)  que nasceu pronto para frequentar o Sujinho. O Sujinho é um restaurante de São Paulo popular pela comida, pelo ...

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quinta-feira 11/06/15 17:46

O carro não te esconde

carro

carroIlustração: Felipe Blanco

Alguma coisa acontece com o cidadão, que basta entrar em algum carro para limpar o salão. Essa seria a versão original da música de Caetano Veloso, em um momento de profunda indignação com a humanidade. Passeando pelo cruzamento da Ipiranga com a São João, parou repentinamente escandalizado com a cena: um rapaz estacionado com sua caranga do outro lado da rua, mandando brasa na faxina de suas fossas nasais. Fez a letra como uma resposta política à ditadura dos maus modos. Foi censurado, sendo obrigado a transformar catota em amor.

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É uma coisa que pegou muito forte na cultura urbana. Por algum motivo, um monte de gente passou a carregar consigo a certeza de que está invisível aos olhos do mundo dentro de um automóvel. Ficou pior com o advento do insulfilm. O carro agora é a nova capa da invisibilidade. Harry Potter não fez bem ao povo.

Todo mundo tem um segredo. Lembre-se dele se estiver num carro. O homem desmascarado por Caetano em meados dos anos 60 não se lembrou. Foi pego em flagrante, com o dedo em riste, cavocando ferozmente o nariz como se não houvesse amanhã. Parecia uma terapia, pelo tempo que se dedicou à atividade sob o olhar atendo do compositor baiano que, de longe, contemplava a poesia do momento. O rapaz capturava os dejetos, juntando-os em pequenas bolinhas lançadas para longe em sucessivos petelecos.

Tem quem prefira diferente. Jogar as bolotas fora seria desperdício. Tornam-se então uma espécie de petisco predileto de muita gente que confia na mágica de um carro. Não existe mágica. Existe BBB. As pessoas deveriam assistir: “estamos de olho”.

Você pode jurar de pé junto que não fala sozinho. Um hora as máscaras caem. Um dia, à espera do semáforo abrir, as janelas do carro revelarão ao mundo monólogos inéditos, recheados de drama, suspense, traições, amor. Ou apenas mais um péssimo gosto musical, muitas vezes acompanhado com dancinhas e uma dublagem melhor que as dos filmes da Sessão da Tarde.

Se beber, não dirija – nem entre em um carro. É melhor pra todo mundo. Pode confiar. Vai ver seja por isso também que avisam tanto por aí.

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quinta-feira 04/06/15 15:24

Ditadura hetero

boticario

boticario  

Ilustração: Felipe Blanco

Causou um bafafá a propaganda do Boticário sobre o Dia dos Namorados. Muita gente ficou indignada com o comercial. “É a ditadura gay”, dispararam vários internautas. Estranho é que até hoje nunca fui obrigado por ninguém a virar a casaca. Virou quem achou que tinha que virar. Se você se sente oprimido quanto a isso, talvez signifique alguma outra coisa. Não é ditadura, é recalque. ...

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quinta-feira 28/05/15 09:24

Corretor ortográfico

corretor

corretor  

Ilustração: Felipe Blanco

Era “pai”, mas saiu “pau”. O corretor ortográfico é rápido no gatilho. Quando você vê, já foi: o estrago está feito. “Já viu o tamanho do meu pau?”, propus ingenuamente a uma amiga, até me dar conta da barbaridade que havia cometido sem querer, depois que os dois tiquezinhos já estavam azuis. O papo era sobre estaturas – de pessoas, no caso, não de parte ...

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sexta-feira 08/05/15 00:46

Nome composto

charlotte

charlotte  

Ilustração: Felipe Blanco

Charlotte por causa do avô. Elizabeth por causa da bisa. E Diana em memória da avó. Pensaram em todo mundo na hora de dar um nome ao bebê real, menos na pobre criança. Toda a solidariedade a ela. Ass: Ricardo Antonio. Vai levar algum tempo até que Charlote Elizabeth sinta as primeiras consequências de ter um nome composto. Isso deve acontecer na escola, na hora da ...

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sexta-feira 01/05/15 09:36

O tamanho do amor

amor

amor

Ilustração: Felipe Blanco

Um dia achei que amaria quando escrevesse um livro para alguém. E escrevi: os capítulos eram e-mails que mandei a uma menina ao longo de um ano inteiro. Ficou curtinho, com 90 páginas, justamente o quanto durou o amor, que só chamei de amor por falta de palavra melhor para expressar aquele comichão na barriga. Outros amores parecidos vieram depois. Culminaram desta vez numa antologia poética ...

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quinta-feira 23/04/15 14:57

Cronista terceirizado

terceirizacao

terceirizacao

Ilustração: Felipe Blanco

Olá, esse blog não vai mais estar sendo escrito pelo autor. Ricardo terceirizou a produção. A partir de agora o blog vai estar sendo feito pela nossa empresa. A gente somos bons, a gente somos referência. Foi por isso que a gente fomos escolhidos. Porque a gente também somos baratos. Trabalhamos duro para te dar menas dor de cabeça. Trabalhamos duro: sem folga, de segunda ...

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