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Entrevista. Holly Hunt

Empresária americana fala sobre sua marca no Brasil e sobre o mercado paulistano de design

Belos por fora - e por dentro

Marcelo Lima

23 Agosto 2014 | 22h 00

Trinta anos se passaram desde que a texana Holly Hunt se transferiu para Chicago, depois de deixar Nova York, recém-saída de um divórcio e com planos de iniciar uma nova vida. Era tempo de recomeçar e a pequena sala no Chicago Merchandise Mart – histórico centro de exposições local – lhe pareceu o ponto de partida ideal. 

“Com base apenas na minha intuição, aluguei um espaço, contatei alguns designers e, de repente, já reunia uma coleção”, conta Holly, que, de passagem por São Paulo para apresentar sua mais recente linha de tecidos, recebeu o Casa em seu primeiro endereço próprio fora dos Estados Unidos, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, aberto há um ano – o segundo foi inaugurado este mês em Londres. 

Além do mercado americano, as coleções Holly Hunt são comercializadas hoje em diversos outros países. O que, segundo a senhora, motiva clientes tão diferentes?

Bom gosto (risos). Sim, é verdade. Mas, fundamentalmente, a variedade de produtos em exposição. Além dos móveis, contamos com uma grande variedade de acessórios, tecidos e artigos de iluminação. Todos eles exibindo o mesmo padrão de confecção e durabilidade. Nossos produtos são belos por fora – e por dentro – e isso, sem dúvida, salta aos olhos de nossos clientes.

Após um ano atuando no mercado paulistano, quais suas impressões sobre o consumidor local?

Indo de encontro com minhas expectativas, encontrei por aqui um cliente elegante, que sabe apreciar a qualidade dos nossos móveis e acessórios e se identifica com o padrão moderno e atemporal de nossas criações. Trata-se de um público a quem agrada o viver casual, a neutralidade dos revestimentos, e que também aprecia viver no limite entre o dentro e o fora, entre os interiores e as áreas externas. Enfim, acho que temos muito em comum.

Aqui em São Paulo, a qualidade dos produtos da marca é consenso entre profissionais e potenciais clientes. Do mesmo modo que a impressão de que os preços limitam o acesso às coleções. A senhora concorda?

De fato, esse era uma fator que sempre me intrigou. Por isso, resolvi aproveitar esta viagem também para avaliar nossa política de preços por aqui, revendo custos e taxas. Claro que trabalhando com materiais tão nobres quanto o bronze e o vidro de Murano não poderíamos oferecer produtos, digamos, baratos, mas com valores justos sim, e essa sempre foi nossa meta. Tanto que acredito que no próximo mês nossos clientes já poderão experimentar reduções entre 15% e 35% nos preços de nosso showroom. É um bom começo. 

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