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No clima de Minas

O Estado de S. Paulo

23 Agosto 2014 | 22h 00

Cynthia Gavião imprime a suas cerâmicas a tranquilidade da vida no campo

Está claro que o ambiente tranquilo do campo tem influência direta sobre o trabalho da ceramista Cynthia Gavião. Até as folhas retiradas na limpeza no jardim e a paisagem rural de Gonçalves, cidadezinha no sul de Minas, aparecem em desenhos delicados nas peças moldadas por ela. “Meu trabalho mudou muito depois que transferi meu ateliê para o sítio, há seis anos”, conta. “Em São Paulo minha vida era muito corrida.”

Formada em Artes Plásticas, ela começou a fazer cerâmica por hobby, mas se encantou com a atividade e passou um ano na França aperfeiçoando a técnica. E lá se vão 25 anos. Mas há 12 ela iniciou uma nova mudança, dessa vez no próprio universo da cerâmica. Cynthia trocou a técnica tradicional pela que combina argila e papel reciclável – até o papel toalha usado na limpeza do ateliê é reaproveitado. 

“A celulose muda a estrutura da cerâmica e permite que eu faça peças mais finas e com secagem mais rápida”, explica. Os produtos são moldados e, depois de secos, vão para o forno para uma primeira queima. Então, recebem os traços suaves de Cynthia. “Faço os desenhos com lápis cerâmico e eles voltam para o forno.”

Do ateliê Papegilla, saem, entre outros, objetos para parede, esculturas, pratos e bowls – estes últimos, no entanto, são apenas decorativos. “Eles não podem ser usados para servir alimentos, mas gosto de dizer que alimentam a alma”, diz. Além da loja própria no centro de Gonçalves, as peças podem ser compradas em seu blog

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