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Relacionamento: como dar apoio emocional a um cônjuge

Barton Goldsmith - MCT

30 Agosto 2014 | 06h 00

O importante é comunicarmos gentilmente nossos sentimentos, para que ambos saibam em que pé cada um está

Alguma coisa pode ter acontecido no trabalho. Possivelmente você ou seu (sua) parceiro (a) pisou na bola, o que custou à família algum dinheiro extra que vai realmente fazer falta neste momento.
Talvez você possa ter involuntariamente desestabilizado sua família durante algum tempo. Seu cônjuge pode não ter a reação mais solidária, ao menos não no começo. Algumas pessoas ficam muito incomodadas quando as coisas não andam do seu jeito, e nossos cônjuges são apenas humanos.
É normal reagir emocionalmente quando alguma coisa nos tira do sério ou nos assusta, mas depois desta reação inicial, a maioria dos adultos deve conseguir pôr de lado os próprios sentimentos enquanto seu outro significativo está lidando com uma situação difícil.
Seu ente querido pode tender a agir inconscientemente, deixando aflorar todas as emoções negativas que estiver sentindo. Isso pode ser destrutivo para qualquer relacionamento. Precisamos aprender a filtrar nossas palavras, mesmo que nossas emoções estejam nos fazendo sentir abusados.
Ser solidário não significa ter de fazer alguma coisa que nos cause desconforto.
Se estamos realmente aborrecidos com uma decisão que nosso cônjuge fez, ou uma ação que ele empreendeu, então é preciso falar sobre isso, e talvez a conversa precise transcorrer com a ajuda de um terceiro.
O importante é comunicarmos gentilmente nossos sentimentos, para que ambos saibam em que pé cada um está e possam imaginar a melhor maneira dos dois se ajudarem mutuamente a lidar com a situação.
Algumas pessoas gostam de discutir seus problemas sem parar com a pessoa amada, o que pode ser exaustivo. Se você ou a pessoa a quem ama está obcecado com um problema, provavelmente fará bem deixar a ansiedade e a tristeza saírem – mas falar sem parar sobre a questão não ajudará ninguém.
Alguns casais reservam tempo para se atualizarem sobre o que está havendo. Mas para esta opção, é preciso deixar o outro informado prática e emocionalmente.
Deixar o outro saber que ambos estão trabalhando para manter as coisas equilibradas e que os dois se amam, apesar do que está havendo.
Não é possível exagerar o valor de ter alguém próximo quando se está enfrentando uma dificuldade. Tentar atacar o mundo, seu chefe, ou um advogado pode drenar toda sua energia. Ter essa pessoa ali para nos amparar pode fazer toda a diferença do mundo.
Muitas pessoas enfrentam depressões situacionais enquanto estão travando uma batalha ou se sentindo fora de controle. Se você estiver tendo dificuldade de sair da cama ou se concentrar em outros aspectos de sua vida, vai querer considerar conversar com um profissional e até tomar remédios.
Se o seu cônjuge foi pouco solidário ou se queixou amargamente de que “você está me arrastado para esta situação”, isso agravará muito as coisas. O cônjuge pode não querer ser envolvido nos problemas do outro, o que é doloroso. Se for este o caso, recomendo que se encontrem pessoas solidárias e se tente ficar entre elas o maior tempo possível.
Conheci pessoas que voltaram para perto de membros de sua família quando as coisas ficaram pesadas. Uma alternativa é trazermos pessoas solidárias para casa se isso aumentar nossa sensação de segurança.
Lembre-se de que se você cuidar de si, seu cônjuge poderá se lembrar disso também e ajudar no que puder. Aceite qualquer coisa positiva que seus entes queridos possam fazer para ajudá-lo a atravessar este período.
Quando se está lutando pela própria vida, é comum nos esquecermos de deixar a bondade e o conforto entrarem.

Tradução de Celso Paciornik

O autor é psicoterapeuta em Westlake Village, Califórnia, e escreveu The Happy Couple: How to Make Happiness a Habit One Little Loving Thing at a Time.

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