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O e-commerce de moda cresce e aparece

Luciana Mattiussi - Especial para o Estado de S.Paulo

02 Junho 2014 | 15h 09

Com um investimento pesado em marketing e infraestrutura, os e-commerces de moda são os líderes do comércio virtual brasileiro

Paulo Liebert
E-commerce de moda no Brasil é líder com 19% do mercado virtual

Para os mais tradicionais, comprar uma camisa ou um sapato sem experimentar parece algo fora de cogitação. Mas o fato é que cada vez mais pessoas têm se aventurado em renovar o closet pela internet. O e-commerce está em plena ascensão no Brasil e o setor que mais vende é justamente o de moda e acessórios. E este momento de expansão em território nacional é comemorado, inclusive, pelas gigantes internacionais. 

"Encaro o momento (do comércio eletrônico no Brasil) de forma muito positiva, o brasileiro finalmente está descobrindo os benefícios e facilidades em se comprar online. O e-commerce está acompanhando a evolução da internet no país", comenta José Neves, fundador e CEO da Farfetch. O Brasil é o terceiro maior mercado da loja - que em 2013 teve um crescimento de 100% e fechou o ano com vendas de US$ 174 milhões -, atrás apenas dos Estados Unidos (líder) e Reino Unido. 

O ano passado também foi bem sucedido para as lojas nacionais de luxo. Uma das pioneiras, a OQVestir - que comercializa marcas como Pedro Lourenço, Cris Barros e Animale - cresceu 100%em relação a 2012. "Muita gente reclamou, mas 2013 foi excelente e as vendas corresponderam às nossas expectativas", completa Isabel Carvalho Pinto Humberg, CEO e co-founder da empresa. Para a e-Closet, onde o internauta pode comprar peças de Lenny Niemeyer, Paula Raia e Adriana Barra, o período foi de consolidação. "Entendemos que foi um ano de consolidação, uma vez que crescemos em relação a 2012, mesmo com a entrada cada vez maior de novos concorrentes", disse Camila Espinosa, uma das donas da loja virtual. 

O momento é de crescimento para o e-commerce no Brasil, de uma maneira geral. Segundo o relatório Webshoppers, realizado pela Ebit, o comércio online teve um crescimento de 28% (ante uma expectativa de 25%) no ano passado em comparação a 2012 e lucrou R$ 28,8 bilhões. O segmento fashion é o líder com 19% do total das vendas. Nos Estados Unidos, de acordo com o US Commerce Department, o aumento foi de 16,9%, totalizando US$ 262,5 bilhões. Já no Reino Unido, as vendas online atingiram US$ 153 bilhões, representando um crescimento de 16% em relação a 2012 (números da IMRG - UK's Online Retail Association).

As expectativas para 2014 continuam otimistas tanto lá fora como no Brasil, mesmo em ano de Copa do Mundo e eleições. E por enquanto elas têm sido correspondidas. "As vendas estão dentro do crescimento esperado, que é novamente de 100% em relação ao ano anterior", diz Isabel. A Farfetch, segundo seu CEO, também deve fechar o ano com vendas maiores em nível mundial. "Nossa expectativa é fechar o ano com US$ 340 milhões em vendas e os resultados preliminares já dão conta de que será possível chegar lá", destaca José Neves. A representante da e-Closet se limitou a dizer que o desempenho está "um pouco acima do plano". O Webshoppers estima um aumento de 20% nas vendas online em território nacional, totalizando R$ 34,6 bilhões. 

Mas será que todo esse crescimento se traduz em lucro real para as empresas? "Nosso modelo de negócio foi feito para gerar lucro. Do que adianta ter um modelo sustentado apenas com aportes de fundos e investimento?", indaga Camila, do e-Closet. A concorrente Isabel não partilha dessa filosofia. A OQVestir recebeu recentemente um aporte de R$ 30 milhões do fundo da TMG Capital e espera fechar 2015 com um faturamento de R$ 100 milhões. Mas a CEO reconhece que o lucro já poderia ser maior. "Não dá para olhar só o faturamento. Poderia ser lucrativo este ano já, mas aí para de crescer. Estamos mirando o lucro lá na frente. Cuidamos muito bem do quanto se gasta para depois recuperar", comenta. 

A experiência da Farfetch, garante seu fundador, "mostra que é possível crescer e lucrar simultaneamente, de forma sustentável". Mas o aporte de investidores é fundamental. "Crescimento vertiginoso exige investimento pesado em infraestrutura e novas ideias, temos conseguido viabilizar isso com a crescente de nossas vendas e investimentos, como o recente da Vitruvian Partners e de outros parceiros, como Condé Nast International e Advent Ventures", complementa Neves.

Para se sobressair em um mercado de luxo tão competitivo, o marketing é importante, mas conquistar o consumidor com serviços eficientes é mais. "(Investir em marketing) é super importante, ainda mais num mercado com uma concorrência tão acirrada. Mas em nosso caso, temos de encontrar o equilíbrio no investimento em marketing sem perder nosso DNA de curadoria e exclusividade", explica Camila. "Se fossemos um shopping, seríamos o Iguatemi. Nosso público é mais específico, segmentado, mas falamos com o Brasil inteiro e não apenas com São Paulo ou o Sudeste", continua Isabel.  

Com o objetivo de tornar a Farfetch o maior e-commerce de moda do mundo, Neves pensa diferente e deseja que a loja seja conhecida pelo maior número de gente possível. "É extremamente importante investir em marketing para posicionar bem nossa marca em cada país. Procuramos sempre nos associar a novos designers, marcas importantes e criar ideias inovadoras que nos diferenciem do mercado. Queremos que a Farfetch seja globalmente reconhecida como o maior e-commerce de moda do mundo, para isso é do nosso interesse ser muito conhecida do público geral. Essa é a estratégia que vai de encontro com nossa meta", finaliza.

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